as coisas são como as cores
as cores são como a vida
a vida tem muitas cores
hora cores quentes
hora cores frias
infinitas matizes.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
Rei dos Reis
Caminhava um abismo
tão escuro, triste e só
quando veio um braço forte
tão gentil e salvador
...maravilhado...
com a força e com a luz
suas mãos tão maltratadas
a fé que nos conduz
perguntei pelo seu nome
ele disse: Jesus
perguntei se eras pobre
ele me disse que era rei
com sua coroa de espinhos
ele é o Rei dos reis.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Meu mundo
Cidade nua
mãe desnaturada
de filhos pródigos
das ruas estreitas
nasce a poesia
do córrego sujo
brota uma semente
sem futuro, sem passado...
alma vazia
cidade nua mãe de vários
criaturas estranhas
na boca do crack
morre a esperança
na calada da noite
nasce a poesia
vive o romance
renasce a esperança
deixa viver
um sonho real
em algum lugar
de asfalto quente
e concreto cinza
um mundo!
Imundo!
Meu mundo
mãe desnaturada
de filhos pródigos
das ruas estreitas
nasce a poesia
do córrego sujo
brota uma semente
sem futuro, sem passado...
alma vazia
cidade nua mãe de vários
criaturas estranhas
na boca do crack
morre a esperança
na calada da noite
nasce a poesia
vive o romance
renasce a esperança
deixa viver
um sonho real
em algum lugar
de asfalto quente
e concreto cinza
um mundo!
Imundo!
Meu mundo
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
contrariando Newton
Não sei se é a imensidão
ou a solidão o que me consome
qual é maior?
as duas são meu corpo
ocupam todo meu espaço
me fazem sentir vivo.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Desculpem-me, sou carnívoro
Desculpem-me, sou carnívoro, saboreio cadáveres cozidos, fritos, assados ou grelhados, aprecio aquela gordurinha bem tostada de uma picanha ou contra-filé, adoro o cheirinho do frango girando na porta da padaria.
Pobres bichinhos, escravos, nascidos e criados confinados, detento sem crime, condenados pelo meu paladar, pelo meu bel prazer humano, humanizo a dor, acho normal, justifico –me “é para comer”, mas é para comer que desmatam as florestas da Amazônia para criar gado, é para comer que desmatam o pantanal, cada dia mais assoreado por conta das fazendas , é para comer que mudam a legislação para favorecer pecuaristas, e é para lucrar que morre tanta gente com os efeitos nocivos da carne vermelha e ainda assim é fomentado o seu uso, é para comer que transformam campos e florestas em plantações de soja para gado de gringo comer, enquanto um sem número de humanos morrem de fome, é para comer que as vacas tem suas tetas cheias de pústulas sangrando de tanto serem sugadas, mas nas embalagens de laticínios sempre tem uma vaca feliz, alegre, sorridente e saudável, nos doando leite cheia de satisfação, e os pobres touros tem seus testículos esmagados, mutilados para engordarem rápido, e os porquinhos, tão inteligentes como os cães, sentem e percebem seu triste destino, que azar ser um torresminho ambulante, bacon, pernil, costelinha, pururuca, bisteca, que delícia, azar o deles não terem nascido cachorro, de preferência cachorro de madame, melhor tratado que muita gente por aí, sorte dos cães não terem a carne saborosa(embora os chineses apreciem)
As vezes me pergunto: se uma outra espécie vier do espaço, se elas forem mais fortes e ou mais engenhosas que nós e por isso acharem-se superiores a nós “humanos” e se colocarem no topo da cadeia alimentar, seria justo ou lícito nos criar como seus escravos, forçando-nos a reprodução? Seria legítimo nos castrar e nos confinar até o dia em que resolverem nos matar das maneiras mais cruéis para depois nos destrinchar, esquartejar e nos colocar exposto em balcões de açougue? Seria hediondo girar nossos pedaços em espetos e festejar com nossa carne e dar nossos ossos para os animais “inferiores”?
Ainda bem que não tenho do que me preocupar, somos o topo da cadeia alimentar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Juízo Final
descobri meu destino
e caminho pelo ócio da vida
o dia espera a noite
a noite espera o dia
profetas de plantão
e teorias absurdas
questionáveis existências
cegos pela fé
rastejam de joelhos
é a busca do perdão...
salvação.....
evolução........
revolução...........
e o caminho sem volta
das noites e dias.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Lat'aqui
quantos pensamentos pensam
quantos sonhos sonham
quantas dores doem
quantas vidas vévem
pensam e sonham e doem
mas vévem nesse vai e vem
esférico....esparso.
No espaço de esferas
soltas no ar que prende
a vida no corpo
que vévi e sente
o sentido e espera
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Uma garça(acrílico sobre tela 70x100)
"Eu sou como a garça triste"Que mora à beira do rio "As orvalhadas da noite"Me fazem tremer de frio."Me fazem tremer de frio"Como os juncos da lagoa;"Feliz da araponga errante"Que é livre, que livre voa."Que é livre, que livre voa"Para as bandas do seu ninho,"E nas braúnas à tarde"Canta longe do caminho.Tragédia do lar: Castro Alves
domingo, 3 de julho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Dai-me
acendi uma vela p'ro cão
e fiz uma oração a Deus:
Dai-me paz e ciência
e que eu possa auxiliar
a iluminar o caminho da escuridão
vamos todos ascender
para que só haja luz
domingo, 15 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Sol Tribal (espelho-65 cm de diametro)
Contam as lendas que a verdade foi enviada por Deus ao mundo em forma de um gigantesco espelho. Quando o espelho estava chegando sobre a face da terra, quebrou-se e partiu-se em inumeráveis pedaços que se espalharam por todos os lados. As pessoas sabiam que a verdade era o espelho, mas não sabiam que ele havia-se partido. Por isso, aquele que encontrava um dos pedaços acreditava que tinha nas mãos a verdade absoluta, quando na realidade possuía apenas uma pequena parte dela
O Espírito Eros, psicografou através de Divaldo Pereira Franco
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Bastardos Inglórios.
avisa aí que vem chegando
a gente feia da periferia
no bolso de nossas roupas...
das lojas de liquidação
trazemos as gírias e nossa arte
indigesta e marginal
a inovação é um parto doloroso
de uma gravidez indesejada
que a d. Sociedade não conseguiu abortar
somos a nova safra
na saga dos renegados
agora os filhos bastardos
voltam a casa do pai
mas não somos os pródigos
estamos livres das regras do criador
nossa ginga e nossa arte
sofrimento transformou
em combustível para nosso sorriso
de dentes tortos e idéias francas.
a gente feia da periferia
no bolso de nossas roupas...
das lojas de liquidação
trazemos as gírias e nossa arte
indigesta e marginal
a inovação é um parto doloroso
de uma gravidez indesejada
que a d. Sociedade não conseguiu abortar
somos a nova safra
na saga dos renegados
agora os filhos bastardos
voltam a casa do pai
mas não somos os pródigos
estamos livres das regras do criador
nossa ginga e nossa arte
sofrimento transformou
em combustível para nosso sorriso
de dentes tortos e idéias francas.
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