domingo, 26 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Errante (O mais presado dos desejos)
Errante
Sou só um pobre fodido
ficando velho.
quando eu crescer
talvez erre menos...pensava
não quero mais ser adulto
nunca quis
no fundo sempre fui...
não quero reconhecer
mas dentro da minha criança
sempre houve um adulto
há uma criança em mim
há o coração
a dor, a resignação
a saudade ou martírio
não cabem dentro dele
que de aberto transbordou
só ficou o mais pesado
o mais presado dos desejos
a vida se apresenta
e eu me apresento...
como um passageiro
(clandestino...é verdade)...
desta nau a céu aberto
deste vento virador de páginas
destas linhas que traço
sem saber do dia de amanhã
só sabendo a frágil ponte
que nos separa da vida
e da morte.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
beira do poço
Escorregou na lama
da poça da beira do poço
rastejou arrependido
na trama do seu desgosto
se olhou sujo
meio a contra gosto
se julgou só e injustiçado
um esgoto
achava que era do fundo
a lama da poça
da beira do poço .
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
As cores e as coisas da vida
as coisas são como as cores
as cores são como a vida
a vida tem muitas cores
hora cores quentes
hora cores frias
infinitas matizes.
as cores são como a vida
a vida tem muitas cores
hora cores quentes
hora cores frias
infinitas matizes.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Rei dos Reis
Caminhava um abismo
tão escuro, triste e só
quando veio um braço forte
tão gentil e salvador
...maravilhado...
com a força e com a luz
suas mãos tão maltratadas
a fé que nos conduz
perguntei pelo seu nome
ele disse: Jesus
perguntei se eras pobre
ele me disse que era rei
com sua coroa de espinhos
ele é o Rei dos reis.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Meu mundo
Cidade nua
mãe desnaturada
de filhos pródigos
das ruas estreitas
nasce a poesia
do córrego sujo
brota uma semente
sem futuro, sem passado...
alma vazia
cidade nua mãe de vários
criaturas estranhas
na boca do crack
morre a esperança
na calada da noite
nasce a poesia
vive o romance
renasce a esperança
deixa viver
um sonho real
em algum lugar
de asfalto quente
e concreto cinza
um mundo!
Imundo!
Meu mundo
mãe desnaturada
de filhos pródigos
das ruas estreitas
nasce a poesia
do córrego sujo
brota uma semente
sem futuro, sem passado...
alma vazia
cidade nua mãe de vários
criaturas estranhas
na boca do crack
morre a esperança
na calada da noite
nasce a poesia
vive o romance
renasce a esperança
deixa viver
um sonho real
em algum lugar
de asfalto quente
e concreto cinza
um mundo!
Imundo!
Meu mundo
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
contrariando Newton
Não sei se é a imensidão
ou a solidão o que me consome
qual é maior?
as duas são meu corpo
ocupam todo meu espaço
me fazem sentir vivo.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Desculpem-me, sou carnívoro
Desculpem-me, sou carnívoro, saboreio cadáveres cozidos, fritos, assados ou grelhados, aprecio aquela gordurinha bem tostada de uma picanha ou contra-filé, adoro o cheirinho do frango girando na porta da padaria.
Pobres bichinhos, escravos, nascidos e criados confinados, detento sem crime, condenados pelo meu paladar, pelo meu bel prazer humano, humanizo a dor, acho normal, justifico –me “é para comer”, mas é para comer que desmatam as florestas da Amazônia para criar gado, é para comer que desmatam o pantanal, cada dia mais assoreado por conta das fazendas , é para comer que mudam a legislação para favorecer pecuaristas, e é para lucrar que morre tanta gente com os efeitos nocivos da carne vermelha e ainda assim é fomentado o seu uso, é para comer que transformam campos e florestas em plantações de soja para gado de gringo comer, enquanto um sem número de humanos morrem de fome, é para comer que as vacas tem suas tetas cheias de pústulas sangrando de tanto serem sugadas, mas nas embalagens de laticínios sempre tem uma vaca feliz, alegre, sorridente e saudável, nos doando leite cheia de satisfação, e os pobres touros tem seus testículos esmagados, mutilados para engordarem rápido, e os porquinhos, tão inteligentes como os cães, sentem e percebem seu triste destino, que azar ser um torresminho ambulante, bacon, pernil, costelinha, pururuca, bisteca, que delícia, azar o deles não terem nascido cachorro, de preferência cachorro de madame, melhor tratado que muita gente por aí, sorte dos cães não terem a carne saborosa(embora os chineses apreciem)
As vezes me pergunto: se uma outra espécie vier do espaço, se elas forem mais fortes e ou mais engenhosas que nós e por isso acharem-se superiores a nós “humanos” e se colocarem no topo da cadeia alimentar, seria justo ou lícito nos criar como seus escravos, forçando-nos a reprodução? Seria legítimo nos castrar e nos confinar até o dia em que resolverem nos matar das maneiras mais cruéis para depois nos destrinchar, esquartejar e nos colocar exposto em balcões de açougue? Seria hediondo girar nossos pedaços em espetos e festejar com nossa carne e dar nossos ossos para os animais “inferiores”?
Ainda bem que não tenho do que me preocupar, somos o topo da cadeia alimentar.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Juízo Final
descobri meu destino
e caminho pelo ócio da vida
o dia espera a noite
a noite espera o dia
profetas de plantão
e teorias absurdas
questionáveis existências
cegos pela fé
rastejam de joelhos
é a busca do perdão...
salvação.....
evolução........
revolução...........
e o caminho sem volta
das noites e dias.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Lat'aqui
quantos pensamentos pensam
quantos sonhos sonham
quantas dores doem
quantas vidas vévem
pensam e sonham e doem
mas vévem nesse vai e vem
esférico....esparso.
No espaço de esferas
soltas no ar que prende
a vida no corpo
que vévi e sente
o sentido e espera
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Uma garça(acrílico sobre tela 70x100)
"Eu sou como a garça triste"Que mora à beira do rio "As orvalhadas da noite"Me fazem tremer de frio."Me fazem tremer de frio"Como os juncos da lagoa;"Feliz da araponga errante"Que é livre, que livre voa."Que é livre, que livre voa"Para as bandas do seu ninho,"E nas braúnas à tarde"Canta longe do caminho.Tragédia do lar: Castro Alves
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